A Apple já desbloqueou cerca de 70 iPhones para a polícia

A carta – agora, sabe-se, nem toda ela verdadeira – que o CEO da Apple escreveu está a correr mundo.

Uma carta cheia de baba e ranho – além de muita falsidade. Na carta somos levados a pensar que a Apple está a criar uma barreira a favor da privacidade e que não existe software que possa desbloquear o código pessoal do iPhone. Mas será mesmo assim?

Em 2008 a Apple ajudou a polícia a retirar informações de um telefone de um pedófilo, em 2013 exactamente o mesmo e em 2015 ajudou o FBI da Florida (USA) a retirar informações de um gang de droga de acordo com o NY Daily News.

De facto, o que a Apple fez com a carta que divulgou há alguns dias foi precisamente o trabalho de “public relations”, ou seja, ementar a má imagem que a Apple iria ter, pois nenhum dos casos citados no parágrafo anterior foram noticiados – mas este foi, por tratar-se de um atentado terrorista em solo Americano.

iOS 7 vulnerável

A diferença poderá estar na versão do software que os telefones têm. No iOS 7 a Apple disse que “para estes equipamentos, a Apple tem a possibilidade técnica de extrair certos tipos de informações de dados não encriptados que estejam protegidos por um código”.

No caso concreto dos ataques terroristas, o comentário da Apple é bem explicativo: “Este danos à nossa reputação podem ter um impacto económico de longo prazo além do mero custo de realizar a extracção em questão“.

O site The Daily Best tem mais declarações oficiais da Apple que confirmam que o motivo, em parte, é puramente económico.

 

Portanto, não se enganem, a Apple está a fazer esta pressão pública por dinheiro.

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